Wednesday, June 28, 2006

La Phalange, revista fourierista, 1845

A arte, expressão da Sociedade,
exprime, em seu vôo mais elevado,
as tendências sociais mais avançadas;
ela é precursora e reveladora.
Ora, para saber se a arte cumpre dignamente seu papel de iniciadora,
se o artista é mesmo de vanguarda,
é necessário saber
para onde vai a Humanidade, qual é o destino da Espécie

Saturday, June 10, 2006

Mais tempo para Poesia?

Júlia Machado

De frente para a parede
Cara tapada
Olhos fechados
1...2...3...4...
Fico aí contando tempo para Poesia se esconder.

Epa!
Me toco que estou de bobeira na brincadeira
De repente me dou conta e me dá medo
Será que ainda encontro Poesia?

Ela,
que caminha por caminhos impossíveis
Eu,
que ando sempre no mais possível possível

E agora, que não acho?

Fico nesse passo marcado
Previsível a procura do invisível
Ela sempre na pontuação
Vírgula, exclamação, continuação...
Talvez silêncio
Talvez suspiro
Talvez descanso
Talvez o talvez do desvio
Eu, sempre na palavra
Não rascunho
não rabisco
não arrisco
Não nada nunca além do mesmo
Cumprindo o encomendado
Delimitando o definitivo
Laudas perdidas
Tempo contado n

Letras + Imagem = Poesia


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Friday, May 12, 2006

Júlia Machado

emcimadomeupescoço
plantaram uma cabeça
e desde que me lembro
ela pensaque memanda.

Por onde quer que ande
Debruçada com seus planos
Pesa sobre meus passos

Piro, despisto
a caminho de fugir
Ela vigia e segue séria
Já pensei, que tal esquecê-la?
Mas, não deixa, não me deixa.

Um dia desses disse firme
Se manca e dá o fora!
E Ela nem deu bola.

Vê se me dá um descanso
Deixa-me andar sem destino.
Tenho direito de ser torta
e ficar do avesso, por vezes.


Em silêncio me ouve
Me observa, no fundo sabe
que de tudo, nada lhe escapa
Fico confusa com minhas palavras
E Ela só de olho
Madura, plantada sobre meu pescoço.